segunda-feira, 30 de maio de 2011

Arte interativa moderna

                                                                     
A arte interativa hoje em dia está presente nas formas simples do cotidiano, onde essa nova mídia se apresenta interativa para a sociedade. Todos querem tocar, ver, simular, onde acaba chamando mais atenção de fato de qualquer pessoa, pois a passividade não é a intenção dessa arte, ela da mais visibilidade ao público de maneira participativa com as suas funções.


 O novo movimento agora é da criação de uma obra, e não de arte abstrata onde apenas se olha aquela coisa chata, parada que necessita de um guia para entender a sua historia. Não esquecendo que não deixa de ser uma arte, mas com uma interação ela se torna mais atrativa para essa nova geração que já está bombardeada de meios publicitários chamando sua "atenção".

  Esse é um comportamento tecnológico da vida moderna, onde acabam trazendo mais aproximação, interesses, conhecimentos, pela sua interação ser a melhor forma de conseguir segurar uma pessoa em frente a uma tela, como o touch screen que te deixa com uma boa percepção do que você está desenvolvendo e o deixando mais habilidoso na sua coordenação e respostas.




Vídeo: Uma exposição diferente, em São Paulo, faz adultos voltarem à infância. Em plena Avenida Paulista, instalações eletrônicas interativas exploram sensação, cor e som - numa mistura de tecnologia e arte.






Ultra-Nature 2008 by Miguel Chevalier at Itau Cultural, Sao Paulo (Brasil)

Projeto de arte interativa do Banco Itau.




Thiago Junqueira Pereira

domingo, 29 de maio de 2011

Um toque futurista

                                          Wave UFO, a obra de seis toneladas

A artista plástica japonesa Mariko Mori,trás  a exposição Oneness, inédita no país. Com linhas futuristas, explorando a conectividade humana com a tecnologia e a natureza. A exposição reúne fotos, desenhos e vídeos da artista.

Há um grande destaque para as obras: Oneness, que dá nome a exposição, e Wave UFO.  "As duas são metáforas: Wave, sobre a entrada em um mundo diferente e Oneness, sobre um outsider que se conecta com outros seres" explica a artista em uma entrevista. Na obra Oneness, são seis alienígenas feitos de Technogel que reagem


 ao toque dos visitantes, e são deformados, porém os alienígenas não perdem sua forma original.  


Já na obra Wave UFO aparência da cápsula espacial chama atenção. Com seis toneladas, a obra pode receber até três visitantes por vez. Dentro da cápsula são colocados três eletrodos na testa do visitante, as ondas cerebrais são captadas por um comppor cada um deles, possibilitando percutador, que as transformam em desenhos digitais únicos, extraídos da mente dos visitantes, trazendo a sensação de que a obra esta sendo feita epções diferentes.

Os seis alienígenas de technogel

As obras de Mariko tem uma interatividade muito interessante, principamente a obra Wave UFo, que depende do visitante para ser vista, e entendida, de acordo com cada mente. vale a pena dar uma conferida nessa exposição. 


Rio de Janeiro
Quando: 9 de maio a 17 de julho de 2011 – de terça a domingo, das 9h às 21h
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Quanto: Entrada gratuita


Ada Maria Dias


sábado, 28 de maio de 2011

Por favor, toque!

Há alguns anos atrás, o conceito de arte baseava se apenas em um objeto inerte e um individuo situado diante dele. Não havia ali, nenhuma forma de interação entre o homem e aquela expressão artística.
A arte é deliciosa, mas não há interação entre obra- espectador!

A partir dos anos setenta, período pós Segunda Guerra Mundial, os artistas buscaram através de novos recursos, expressar suas visões sobre aquela "nova realidade" que os afrontava. 

Não pertencendo mais a Arte Moderna e redefinindo conceitos, como a relação entre tempo X espaço e homem X criatura, denominou se Arte Contemporânea, aquela performasse que buscava a libertação não só do artista -em seu processo de criação-, mas também daqueles que veriam a obra.

Nesse juízo, a Arte Interativa abraçada ao entendimento de contemporaneidade, têm em um dos seus conceitos fundamentais, estimular a sensorialidade daquele que antes se fazia mero espectador e hoje faz- se agente interativo, capaz e direcionado a se "relacionar" com aquela obra.


O conceito arcaico de "Por favor, não toque!", hoje mostra se reverso. O tocar, não é apenas um ato permitido,  mas também necessário, como vê se no video postado.

Ao tocar no que aparentemente é um lago, o espectador (por nós denominado de interagente - termo usado por Raymond Willam (1979) e citado por Alex Primo em seu livro Quão Interativo é o Hipertexto?) faz com que aquela ação resulte em alguma mudança visual na obra de arte. O que aparenta ser um ato simples, na verdade, denota se de conceitos proprios da Arte Eletrônica


Nela a arte em si, prende a atenção do interagente. Relembrando a ação convencional de se admirar uma obra, e logo depois seguir adiante após um ou dois minutos; nas artes interativas isso ocorre de forma mais demorada.

A vontade de sentir todas as possibilidades que aquela obra pode proporcionar, faz com que o espectador interaja a cada estimulo de forma una (com "N" mesmo), e possa redefinir conceitos e sensações.

O que atrai na arte interativa, não é apenas o fato de poder se admirar uma criação, como também descobrir novas sensações e idéias.

Por Natália Carneiro.

Uma arte interativa muito interessante - Os espelhos de madeira!



O desenhista industrial Daniel Rozin faz arte digital interativa. Atualmente ele é dono da Smoothware Design, Onde  desenvolve softwares para arte interativa. Seus grandes trabalhos consistem em espelhos criados com superfícies não reflectivas, como no exemplo dessa imagem no post de madeira. Ele faz com que suas esculturas interajam com o espectador, tornando o publico o papel principal na criação de suas peças.
Os espelhos de Daniel têm como artifício  a utilização de  uma câmera no centro da peça, por onde a imagem é captada, e faz funcionar os mecanismos "refletindo" a figura de quem está na frente da tela. Seu talento e a busca pela interatividade do seu publico para com suas peças,  é que fazem toda essa diferença em suas exposições. Como em Peg Mirror, de 2007, que utiliza peças de madeira cortada em ângulos e que giram, fazendo sombra uma na outra e assim formando a imagem.
Os trabalhos de Daniel são excelentes, na maneira como ele pensou para a construção de imagens é magnifico e super interativo, tornando o observador também um interator. modificando as esculturas com o movimento de seu corpo. 
video



Camille N. Ferreira

O que é a Arte Interativa.

Uma inovação tecnológica só importa para uma inovação da arte na medida em que aquela implique em novas relações, novas idéias, novos usos, uma nova consciência. E é ai que a arte interativa entra.

De fato podemos considerar que toda a obra de arte contém ao menos um grau mínimo de interatividade, Já que devido à estrutura relacional de qualquer experiência estética, mesmo o receptor mais passivo é envolvido pela obra de arte; desde a concepção do artista em incluir o olhar e a vida cotidiana, até às relações que acontecem na mente do observador contemplativo, em ambos os casos acontece uma interligação ou interação entre observador, obra e artista. Contudo, conhecemos isto como interação.

Desta forma, os ambientes artísticos acrescidos da participação do espectador contribuíram para uma  situação perceptiva: a percepção como re-criação. Desta forma, havia o questionamento tanto do estatuto da obra quanto o do autor, pois não só o olhar, mas o corpo do espectador era imerso em um ambiente dinâmico de criação, onde os limites entre ele, a obra e o artista eram transformados em participação: interação física e psicológica.

o sentido não é mais projetado de um ponto a outro do espaço comunicacional; ele se elabora no decorrer da troca através da interface entre o emissor e o receptor. Nesta perspectiva, a interatividade produzida pelas novas tecnologias pode acontecer de uma forma muito mais profunda do que uma simples imersão do observador na imagem, mas a interação deste com a própria imagem através de uma troca de informações sensíveis entre o corpo biológico do usuário (sensações auditivas, ópticas e táteis) e a inteligência artificial da máquina numérica, promovendo, assim, investigações poéticas que desafiam os limites das novas mídias.


Camille N.Ferreira